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Sou casado, pai, cristão, membro e Presbítero da IPB de Cambui, no sul de Minas Gerais. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Presidente ou Presidenta...


Nas últimas semanas, realizamos uma enquete em nosso site/blog sobre a preferência do cidadão brasileiro ao se referir a Sra. Dilma Rousseff, que foi eleita mandatária do cargo executivo mais importante de nossa nação no pleito do ano passado.
Infelizmente nem todas as pessoas que passaram pelo nosso blog votaram na enquete, por isso o universo de amostragem das opiniões não foi tão expressivo, porém o resultado interessante: 09 pessoas, ou 56% dos participantes preferem se referir a Dilma como Presidente Dilma Rousseff. Já outras 07 pessoas, ou 44% que responderam nossa enquete preferem se referir como Presidenta Dilma Rousseff.
Mas qual seria a forma correta da gramática da língua portuguesa para esta situação? Presidenta ou Presidente? Pesquisando alguns dos principais professores renomados na área, como são os casos de Paulo Flávio Ledur ou Pasquale Cipro Neto, verificamos que as duas formas estão corretas, porém ainda há muita controvérsia entre os gramáticos.
O Partido dos Trabalhadores usou durante a campanha presidencial a palavra “presidenta” para frisar que se eleita, Dilma seria a primeira mulher a ocupar a presidência da república no Brasil. No primeiro turno essa estratégia não foi tão determinante porque Dilma teve uma concorrente mulher, Marina Silva, que partilhava dos mesmos anseios, mas no segundo turno com certeza isso foi um ponto importante da sua vitória sobre José Serra.
Na Argentina, onde também temos uma mandatária mulher na Casa Rosada, a Sra. Cristina Kirchner, houve discussão semelhante quando a mesma se apresentou como candidata. E para acabar com a discussão, Kirchner fez questão de dizer em um dos seus primeiros discursos, que os meios de comunicação deveriam se acostumar com a idéia de chamá-la de presidenta, e não presidente.
Como vemos esta é uma discussão que vai além da ortografia ou gramática da língua utilizada em questão, mas trata-se de algo que mostra a mudança na sociedade, a “tomada do poder” por parte das mulheres, que cada vez mais são maioria no mundo acadêmico, e disputam o mercado de trabalho de igual para com os homens. 
Bom, já que as duas formas estão corretas, seja feita a vontade de Dilma, de Cristina, de serem chamadas de “Presidenta”. Mas presidente ou presidenta a parte, que a mesma realize um bom governo, com as reformas necessárias, com os investimentos urgentes na área de infra-estrutura e que nosso país continue a figurar entre os países emergentes do século atual, para o bem do nosso povo. É o meu desejo e a minha esperança. A gente se fala...

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