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Sou casado, pai, cristão, membro e Presbítero da IPB de Cambui, no sul de Minas Gerais. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Que calor...

Essa semana o que trago para nosso papo virtual é a questão do calor que atinge grande parte de nosso país, durante esta época do ano mais intenso e em especial. Semana passada ao rever pela “enésima” vez o filme “O dia depois de amanhã”, que aborda o tema aquecimento global e os efeitos deste sobre nosso planeta e nossas vidas, brincava com um colega que aquilo não é mais um mito, e sim uma triste realidade. Triste porque por conta dos excessos do homem em relação ao meio ambiente e tudo mais, já há alguns anos começamos a sentir as conseqüências das mudanças climáticas, e realidade porque a “ficção hollywoodiana” está mais presente do que pensamos.

Os termômetros têm acusado temperaturas nunca antes percebidas em locais específicos. Posso exemplificar isso utilizando uma viagem a trabalho que realizei recentemente ao Distrito de Monte Verde, na cidade vizinha de Camanducaia, situada em nossa região. Monte Verde, conhecida como terra do romance ou Suíça brasileira, sofria nesse dia com os termômetros marcando a temperatura de 30 graus, é isso mesmo, você não leu errado não, 30 graus, algo nunca ou pouco visto antes pelos moradores desta simpática localidade.
Nós seres humanos sentimos e reagimos a este “forno microondas natural” de diversas formas. Os sintomas e efeitos do calor vão desde uma prostração térmica, aquele famoso mal estar, até mesmo aos edemas, inchaços nos pés e tornozelos, e em casos extremos uma sincope derivada da exposição a altas temperaturas e excesso de esforço físico por parte da pessoa.

E não apenas o “bicho homem” sente as conseqüências das fortes variações de temperatura, os animais também demonstram isso de alguma forma. Na África, mais precisamente na Tanzânia, houve um aumento nos ataques de leões aos seres humanos, seguidos de morte. Os cientistas fizeram uma investigação minuciosa e comprovaram que esse “pico” de ocorrências de ataques violentos coincide com épocas de variação anormal no clima e temperatura daquele país. Nos zoológicos pelo Brasil, quem acompanha a maioria dos telejornais pode ver que para minimizar os efeitos do calor sobre estes animais cativos, veterinários e tratadores vêm utilizando algumas técnicas como liberar a ingestão de sorvetes e picolés de fruta e pequenas adaptações nas jaulas e abrigos, para que assim mesmo animais oriundos de regiões quentes do planeta não sofram.
E a pergunta que fica é por que tudo isso está ocorrendo? Por que locais que antes choviam pouco agora tem chuvas em demasia? Por que localidades onde havia chuva suficiente durante todo o ano, hoje sofrem com a seca e a estiagem? Por que locais onde a temperatura ambiente era agradável até bem pouco tempo, hoje sofrem com o calor intenso?  E a resposta é simples: porque o homem se afastou de Deus. Deixou de cumprir um de seus mandatos santos, o mandato social, que fala que o homem foi incumbido por Deus de cuidar do planeta, administrar com responsabilidade tudo aquilo que Deus criou e nos entregou. Os países desenvolvidos e maiores poluidores viram as costas a todo o momento aos tratados e acordos para tentar minimizar o que já foi feito e evitar o pior no futuro.

Então da próxima vez que o “calorzinho” te incomodar e o suor escorrer pela testa, lembre-se que nós somos responsáveis por tudo aquilo que passamos, sentimos, fazemos... Como está escrito na passagem do livro ‘O Pequeno Príncipe’, ...tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”, ou fazes, ou provocas. E infelizmente não temos cuidado bem do nosso jardim: o planeta terra. Pense nisso. A gente se fala...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Você tem uma missão...


Sempre escutamos alguém falar aquela expressão: ...fulano é tão especial que quando Deus o fez jogou a forma fora... Na verdade, nosso Deus deve ter uma fábrica de formas, pois cada um de nós é único, e nossa singularidade é algo extraordinário.
Nascemos com talentos e capacidades e as desenvolvemos com o passar do tempo à medida que são fornecidos os estímulos corretos, no tempo certo. Porém não podemos confundir talentos com dons... Pode parecer se tratar da mesma coisa, mas não é. Ambos são dádivas divinas e devem ser usados para ações em favor de outras pessoas e não em atos egoístas, mas podemos diferenciá-los da seguinte maneira: talento é algo natural com resultado de uma combinação da genética e do ambiente, ou seja, aptidão natural mais influência do meio onde este convive (família de músicos, esportistas, artesãos) enquanto o dom é algo que é concedido por Deus aos cristãos por intermédio do Espírito Santo, a partir do momento que estes entregam suas vidas a Ele, aceitam Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, e buscam a partir deste momento trabalhar na obra. Por isso mesmo também são chamados de dons espirituais.
É nesse ponto que desejo fixar nosso papo aqui no Blog. Existe sim uma missão tanto nos talentos quanto nos dons que é só sua. Ninguém pode realizar aquilo que só você faz. Claro que temos pessoas que fazem as mesmas coisas que fazemos, às vezes até melhor, mas da maneira que eu faço e com o sentimento que deposito não há outro igual. E Deus espera isso de nós... Que usemos tanto nossos talentos quanto dons para atuar junto aqueles que convivemos como em nosso ambiente de trabalho, nosso ambiente familiar, nosso encontro com os amigos para o tradicional ‘futebolzinho’, nosso trabalho eclesiástico, no bairro em que moramos, entre outras situações.
Mas Deus não nos entrega tais ‘favores’ de graça, apenas para que sejamos agraciados e glorificados por aquilo que fazemos bem. Ele nos empresta essas qualidades para que nossa vida possa ser mais útil em todos os sentidos. Você que é professor pode utilizar seu talento e capacidade de ensinar para ajudar alunos carentes, ensinar crianças da periferia, alunos com dificuldade. Você desportista, de final de semana ou não, pode ‘treinar’ e trabalhar com jovens e adolescentes. Você músico pode ensinar a magia das melodias e notas musicais para aqueles que nunca tiveram a chance como você de passar perto de um instrumento. E digo que podemos e devemos fazer tudo isso de uma forma altruísta, sem ganhar nada em troca, afinal de contas ‘é dando que se recebe’...
O mesmo pode se dizer dos dons. Não vamos à igreja apenas para falar com Deus e cantar e bater palmas e ‘bater o cartão’ com Deus, mas para prestar culto de uma forma adulta e madura a Ele, e aplicar nossos talentos e, principalmente, nossos dons em prol daqueles que precisam e em nome da obra daquele que nos amou de tal maneira que enviou Seu filho único para que morresse por nós, por nossos pecados. 
Lembre-se disso: você tem uma missão. E ninguém pode fazê-la a não ser você mesmo. Se sua vida já é pautada por um relacionamento pleno e próximo com Deus, utilize seus talentos e dons com muito amor, e receberá o justo galardão. Busque seu espaço, seu chamado, e não se esconda. Porém se você ainda não é um cristão convicto, ainda não possui os dons do espírito, pare, pense e repense sua vida, e por enquanto, utilize seus talentos de maneira a fazer o bem para os outros. A gente se fala...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Muitas perguntas, uma resposta...


Aquilo que realmente diferencia o ser humano dos outros animais que existem no planeta é nossa capacidade de pensar, nossa inteligência, nossa disposição para aprender e não apenas repetir atitudes. Se bem que ultimamente, com tanta barbárie acontecendo por este mundo afora, nós estamos muito próximos do comportamento dito “animal”.
Há muito tempo o ser humano busca respostas para perguntas simples e outras não tão simples assim... Questões como “quem sou”, “de onde venho” e “pra onde vou” atormentam a mente dos mais inquisidores através dos séculos.
E aí eu te pergunto amigo leitor, por que é tão importante saber de onde venho, ou quem sou, ou qualquer que seja a dúvida semelhante? Na minha humilde opinião, penso que nos questionamos tanto em relação a nossa essência porque gostamos de ser o centro das atenções. Gostamos de falar de nossas virtudes, de nossas conquistas, de nossas aventuras, e quando nos conhecemos melhor, podemos equacionar a relação entre nossos defeitos e virtudes de maneira a nos favorecer, a nos qualificar melhor.
E nesta busca por respostas, o homem utilizou de várias artimanhas. Criou e construiu deuses e templos, procurou em lugares remotos, nos confins do mundo, por aquilo que está mais perto do que imagina. A ciência e o conhecimento também foram ferramentas utilizadas por ele nessa busca, e a filosofia, que significa philos = amigo e sophia = conhecimento, ou seja, amigo da sabedoria, foi a principal delas.
A filosofia nada mais é do que a área do saber que tem como objetivos o abandono à ingenuidade e aos preconceitos do senso comum, o não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes, a busca pela compreensão e a significação do mundo, o conhecer ao sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política, tudo isso com o intuito de possibilitar a cada um de nós, e à nossa sociedade, os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que anseia a liberdade e a felicidade universal.
O conhecimento nos liberta da fragilidade da ignorância sim, porém por mais que o tenha ou o alcance, algumas questões jamais podem ser respondidas sem o auxilio de uma determinada figura, Jesus. Não sou o Roberto Carlos, mas “essa luz, é claro que é Jesus...”. É a partir do momento em que vejo o mundo, bem como a minha própria existência, pela ótica em que existe um caminho, uma verdade e uma vida, e pela lente dos ensinamentos daquele que se despojou de todo e qualquer orgulho, em nome de uma “missão impossível”, morrer por nossos pecados, é que fica mais fácil responder quem sou, de onde venho, e para onde vou...

Quem sou? Ora, todos somos criaturas de Deus Pai, criados à sua imagem e semelhança, com o livre arbítrio para fazer o que bem queremos de nossas vidas, mas também com o mandato cristão deixado mediante os ensinamentos do filho deste Deus, Jesus Cristo, que através do ato mais altruísta já visto, hoje podemos dizer que também somos filhos deste Deus.
De onde venho? Até que olhemos com o coração e a alma por esta ótica cristã, além de simplesmente ver a vida e as coisas que nos rodeiam, nós somos oriundos de um caminhar de incertezas, de dúvidas, de medos, e que a partir deste encontro com Deus, os problemas não acabam ou desaparecem como num passe de mágica, as vitórias e conquistas não se tornam mais ou menos constantes, mas sim a certeza de que no caminhar não estamos mais sozinhos, Ele é fiel e justo para conosco. 

E por último, pra onde vamos? Essa, nem Diderot, nem Pascal, nem Sócrates, nem Casagrande, nem Biro-Biro, podem responder... Disse Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.”. A vida eterna, a salvação, a consumação de tudo que Jesus pregou e ensinou é o destino daquele que entrega sua vida à um relacionamento com Ele. Deus abençoe sua semana imensamente, e dê as respostas que você tanto procura. A gente se fala...