Quem sou eu

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Sou casado, pai, cristão, membro e Presbítero da IPB de Cambui, no sul de Minas Gerais. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Todo mundo tem seu lado devasso...



Não amigos, não estou ganhando nada da cervejaria que produz a referida bebida, muito menos estou fazendo apologia a ingestão da mesma, mas estive pensando e meditando este final de semana e não é que a “Sandyleah” tá certa com sua frase ‘todo mundo tem seu lado devasso’...?
Sim, isso é verdade, e você sabe por quê? Por causa da nossa natureza humana, falha, pecaminosa. Nosso comportamento, nossas atitudes são bem previsíveis, e aqueles que estudam esse tema aprenderam que, sob certas circunstâncias, as probabilidades são muito altas que a maioria de nós reaja de um mesmo modo. Essa vulnerabilidade inata do ser humano continua a ser explorada, principalmente pelas técnicas modernas do marketing, que tentam fazer com que nós compremos de tudo, de palitos de dente a um carro 0 Km.
Mas se todos nós temos um lado devasso, por conta de nossa natureza humana e falha, o que me impede então de entrar num bar agora mesmo, pedir uma bebida gelada, subir na mesa e pagar um mico como a cantora ‘Sandyleah’ rebolando os quadris? Ou então cometer outros atos dos quais eu possa me arrepender profundamente? E a resposta é tão simples quanto a pergunta...
 A natureza pecaminosa não é culpa de nenhum de nós. Embora nasçamos com essa natureza e com propensão para o pecado, não necessariamente quer dizer que temos ou precisamos pecar, ou agir conforme essa natureza falha, porém ceder a essa propensão é que é o verdadeiro problema. Jesus, apesar de ter nascido e vivido todas as dificuldades que nós passamos, e convivido com esta natureza pecaminosa jamais cedeu a mesma e jamais pecou, não apenas porque ele era o filho de Deus, cordeiro santo e imaculado, mas porque Ele fez uma escolha: dizer não ao pecado e a tudo que ele implica em nossa vida. Pecar ou não pecar é sem dúvida questão de escolha meus amigos.
Lembremo-nos do texto no livro de Mateus, capítulo 26, versículo 41: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”.
Para ilustrar melhor lembrei-me de uma história que li tempos atrás num periódico, a respeito de uma garota que tinha resgatado um filhote de onça pintada e criara este animal. A onça tinha poucos dias de vida quando o resgate foi realizado. Aquela garota cuidava do animal com muito carinho, e eram companheiros inseparáveis, sempre brincando.
Quando a onça foi crescendo e se tornando um animal maior, as pessoas advertiram aquela garota do perigo de brincar com aquele animal, que por mais que tivesse sido criado domesticamente, era selvagem. Mas a garota, relutante sempre se negava a ouvir estes conselhos e dizia que aquele animal nunca iria lhe fazer mal algum. Dizia ela para as pessoas que todos os traços selvagens da onça haviam sido eliminados por sua convivência e criação com os humanos.
Um dia, porém, aquela garota aprendeu da pior maneira possível que estava errada. Ela brincando com seu ‘animalzinho’, feriu o dedo. A onça lambeu o sangue do ferimento e em questão de segundos, aquele manso e gentil companheiro de brincadeiras se tornou uma fera selvagem. A onça derrubou a garota meteu-lhe as garras e começou a mordê-la, mostrando que apesar de sua associação com os humanos, a onça nunca deixou de possuir a natureza e o coração de uma fera.
Da mesma forma somos nós, meu amigo leitor do Blog Papo Virtual. Somos como as feras do campo, criados como humanos, civilizados, mas temos contido dentro de nós essa natureza bestial capaz de cometer atos indescritíveis de violência ou de ridículo. Para que possamos estar em paz com nosso Deus, e possamos conter este ‘instinto fatal’ que nos leva aos erros e falhas, é preciso que nossos pecados e erros do passado estejam perdoados através de um relacionamento verdadeiro com Deus, mediante nosso verdadeiro ‘mártir’, que é Jesus Cristo, que se fez carne como nós e não pecou. Mais do que isso, é necessário deixar o estilo de vida do passado, que se baseia na mentira, no pecado, e desenvolver um estilo de vida novo, baseado na verdade, em Cristo Jesus. 
Então, apesar de todo mundo ter um lado ‘devasso’, lembre-se que cometer certos atos é questão de escolha, de opção: "Sede santos porque eu sou santo"(1 Pedro 1:16). A gente se fala...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Depois do ‘Vale Night’, que tal o “Passe Livre”?

Pois é meus amigos leitores do Blog ‘Papo Virtual’, o carnaval passou, Obama já veio ao Brasil e já se foi, e finalmente o país parece que vai engrenar, que vamos iniciar de verdade o ano de 2011 em alguns setores da sociedade.
Mas o que eu gostaria mesmo de trazer para o nosso ‘papo virtual’ é em relação a uma criação de nosso povo tupiniquim e sua irreverência, que gentilmente foi aperfeiçoada no país do ‘Tio Sam’ através de Hollywood.
Aqui já se viu de tudo. Lei de ‘Gerson’, ou melhor, lei pra levar vantagem em tudo, leis que são assinadas e não pegam de fato porque a população não cumpre, dança da pizza no Senado Federal, time rebaixado pra terceira divisão do brasileirão subindo direto para a primeira divisão, ‘Mensalão’ que além de não dar cadeia pra uns, acaba em ministério para outros, e por aí vai... O Brasil é mesmo um país único. E pra aproveitar o carnaval com total liberdade nos superamos com a criação do “Vale Night”.
Pra mim vale sempre foi um documento que equivale a dinheiro, ou aquele adiantamento que geralmente um empregado solicita ao seu empregador de parte de seu salário, ou deste integralmente, para poder sanar possíveis dívidas, coisas assim... Isso pra mim é um vale.
Mas o tal ‘Vale Night’ foi criado pela banda Asa de Águia, através da letra da música de mesmo nome, com o intuito de permitir que os foliões pudessem pular o carnaval e a ‘cerca’ ao mesmo tempo. A intenção é consentir que seu parceiro ou parceira faça o que quiser e com quiser durante a noite de folia, isso sem danos para o relacionamento conforme o trecho da canção ...Quem tá solteiro, continua solteiro,Quem tá casado, continua casado,Quem tá ficando, continua ficando,mas o vale night é um direito do povo...”.

Agora Hollywood aperfeiçoou nossa criação, através do filme “Passe Livre”, que sugere que uma noite de folia liberada é pouco, e a sugestão agora é uma semana de ‘passe liberado’ por seu cônjuge para fazer o que bem quiser sem ter que dar satisfação a ninguém, isso tudo com a desculpa de que assim podem acalmar a inquietação em seus corações e também quebrar a rotina do casamento.
Certamente não há mais degraus a descer. A sem-vergonhice e a promiscuidade que as duas propostas sugerem trazem a tona o desejo de corromper e destruir a principal instituição criada por Deus, ou seja, a família.
A família é a base da sociedade, a figura do homem e da mulher que se unem, em compromisso, e formam uma nova célula chamada lar. Devemos preservá-la a qualquer custo. Católicos, protestantes, cristãos brasileiros, do novo mundo, do velho mundo, todos devemos refletir os acontecimentos ao nosso redor e mostrar em nossa postura e atitude que não concordamos com estes ‘vales ou passes’ e que a dignidade, a honestidade e a cumplicidade devem estar presentes em nossos relacionamentos.
A família é o esteio, o sustento de uma sociedade mais justa e podemos ver que ao longo da história da humanidade nações grandiosas foram destruídas por causa da dissolução dos costumes, motivada pela desvalorização da família, desde a antiga Roma até o imperialismo norte-americano.
O Brasil vem vivendo um momento especial, ‘confiável’ e único na visão do mundo globalizado. Somos ‘a bola da vez’, Olimpíadas, Copa do Mundo, porém se quisermos viver tempos melhores em que as desigualdades serão reduzidas de fato e no qual nosso país terá um papel cada vez mais importante no contexto mundial é preciso valorizar a família e colocar Deus como centro de nossas vidas.
E lembrem-se, quando precisar de um ‘vale’, só aquele de dinheiro... A gente se fala...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Aritmética da vida...


Sem dúvida nenhuma, a matemática é uma das matérias que mais assombram e incomodam as pessoas, em especial os estudantes. Muitas vezes não apenas por conta das dificuldades da aprendizagem, mas também pelo despreparo da pessoa responsável por este ensino. E a aritmética é a parte da matemática que lida com números e com as operações entre eles. E quais são estas operações? Ora, isso é simples: adição, subtração, divisão e multiplicação. E você pode se perguntar: o que isso tudo tem a ver comigo? Como estas operações podem afetar o curso da minha vida? E eu vou lhe dizer...
                Todos almejamos algo melhor para nós e para aqueles que amamos. Queremos progredir, melhorar nossa situação, seja ela financeira, seja ela profissional, seja ela familiar, seja ela cristã. Mas como alcançar este progresso? Como estar melhor amanhã do que estive ontem? Basta que apliquemos no nosso viver as quatro operações matemáticas de maneira equilibrada.

                Some”, adicione tempo para as coisas que realmente importam. Passe mais tempo com sua família, com seus filhos, com seus pais. Tenha mais tempo para fazer coisas que lhe proporcionam prazer e cuidado, tais como ler um livro, fazer caminhadas, praticar um esporte, ir ao cinema ou ao teatro. E no nosso caso, cristãos que vivemos uma vida de relacionamento constante com Deus, adicione mais tempo para as coisas que nos levam a proximidade com Ele, como ler a palavra e orar.
                Subtraia”, ou diminua, tempo com coisas que não levam você e sua vida a lugar algum. Gaste menos tempo com coisas superficiais, passe menos tempo na frente da TV ou do computador ao invés de dar atenção às pessoas. Deixe de fazer coisas que afastam você daqueles que te amam. E para nós cristãos, subtraia da sua vida situações e coisas que nos afastam do Pai, situações que atrapalham nosso crescimento espiritual.
                Divida” mais de você com os outros. Muitas vezes, principalmente os homens, pensam que devem ser fortes, rochas sem sentimento, que não sentem nem são afetados por aquilo que acontece a sua volta. Somos humanos, com fraquezas e dificuldades, e principalmente, somos seres sociais, não fomos criados para viver isolados. Precisamos do apoio de outras pessoas, e para isso precisamos dividir nossos problemas com nossos amigos. O cristão precisa aprender a dividir seus problemas para que a intercessão do outro por ele e este apoio o ajudem na longa caminhada. Não tenha vergonha de se abrir com seus verdadeiros amigos e companheiros de batalha...
                Multiplique-se”, faça mais e melhor aquilo que você já faz, mas também realize coisas novas. Você nunca vai atingir novos objetivos fazendo sempre as mesmas coisas, sem sair da zona de conforto. Seja mais participativo na realidade em que você está inserido, não se acomode. Na igreja ou comunidade cristã na qual você participa, atue mais, veja em que e no que pode auxiliar. Lembre-se: ...a seara é grande, mas são poucos os ceifeiros...
                Adicione coisas boas, subtraia aquilo que te atrapalha, divida suas dificuldades com as pessoas e multiplique sua atuação nas boas obras, com certeza aplicando estas quatro operações no seu dia a dia, seu futuro será melhor que o presente, e muito melhor que o passado. A gente se fala...