Quem sou eu

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Sou casado, pai, cristão, membro e Presbítero da IPB de Cambui, no sul de Minas Gerais. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pátria amada

Por conta da comemoração do dia 07 de Setembro na próxima semana, queria trazer para os amigos do Blog Papo Virtual, algo que nos lembrasse um pouco do civismo e patriotismo contido nesta data, mas que também nos remetesse a pensar na benção que Deus nos deu de sermos brasileiros.
E fico muito orgulhoso de dizer que fui agraciado por minha mãe com um texto falando justamente sobre o tema e que trago para a apreciação de vocês. Espero que gostem...

Pátria amada...
O mês de setembro nos leva a agradecer a Deus por nossa Pátria. Esta é a terra, a nação, o povo, a tradição, a história, o chão que o Senhor nos concedeu. Temos crises, lutas, contrastes, desafios, corrupção, mas somos um povo alegre, cheio de esperança e luta.
Não concordo com o lema ”Deus é brasileiro”, pois Ele é o Senhor de toda a Terra, povo, ser humano, oferecendo a todos a Sua maravilhosa graça. Mesmo sabendo que não concordamos com tudo que ocorre no Brasil, como cristãos, Deus nos envia para sermos “cidadãos e cidadãs conscientes e responsáveis” por nossa Pátria.
Ela, como diz Pedro, não é a nossa Pátria definitiva, pois esta é a que está nos Céus, isto é, aquela onde o Reino de Deus está concretizado. Mas, enquanto estamos aqui, somos responsáveis pela Terra em que vivemos e pelo povo com o qual convivemos.
Todos nós sabemos que no dia 7 de setembro celebramos a nossa Independência, mas somos ainda dependentes em tantos sentidos e em busca de uma verdadeira libertação: social, política, econômica, moral, ética e espiritual.
É aqui, juntos de nossos irmãos e irmãs que somos chamados a testemunhar e proclamar o evangelho de Jesus Cristo, levando todos a conhecer a Verdade, pois é essa Verdade, Cristo, que nos libertará verdadeiramente. Em seus momentos de meditação e oração, não se esqueça do Brasil, de nossos dirigentes e de nosso povo.
Sejamos verdadeiros profetas do Senhor, anunciando os valores do Reino, o Senhor dele, Cristo, e denunciando tudo que contaria os princípios do Evangelho que tem impedido o nosso povo e o nosso país de atingir a amplitudes de todas as suas potencialidades.
No amor do Senhor Jesus, 
Nauta Tavares Ferrer de Oliveira

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Não se preocupe nada vai dar certo...


Não meus amigos leitores do Blog Papo Virtual, minha intenção esta semana não é fazer uma crítica ou análise sobre o filme dirigido por Hugo Carvana e protagonizado pelo maravilhoso Tarcísio Meira, mas sim pegar a deixa do título desta película e fazer uma correlação com um tipo de pessoa muito comum, com quem com certeza convivemos, que é aquela sempre pessimista, que aguarda sempre o pior, nunca as coisas vão bem, não enxerga solução em nada e de certa forma afetam os que estão a sua volta.
Pessoas que mais parecem a hiena Hardy, personagem de um conhecido desenho animado, cuja característica era sempre achar que tudo vai mal e a tendência é só piorar, carregados de pessimismo e descrença: “Oh céus, oh dia, oh azar, isso não vai dar certo...”.
                 Seja no ambiente de trabalho, seja com nossa família, seja até mesmo no futebol com os amigos, sempre tem aquele colega ou amiga ou parente que você ao encontrar, pergunta: “E aí, tudo bem? Como vão as coisas?”, a resposta recebida te faz até mesmo se arrepender de ter perguntado. A partir de sua pergunta, vem uma enxurrada de dificuldades, lutas, adversidades desabafos e reclamações que faz com que seus problemas pareçam ‘fichinha’ perto das lamentações do indivíduo.
                O detalhe em questão não é a pessoa ter problemas, ou mesmo querer se abrir e pedir ajuda ou orações a seu amigo, mas sim a maneira como reagimos a estas situações. As crises, dificuldades, problemas aparecem e sempre irão aparecer em nosso caminho, e estes nos fazem crescer, evoluir, ir adiante. Jesus não disse que nossa vida seria fácil, ou simples, mas sim que nós fizéssemos todo o esforço possível para entrar pela porta estreita...
Viver não é fácil, exige coragem, força e determinação, exige fé, amor, confiança... A vida é uma sucessão de batalhas... Mas viver é o maior presente que poderíamos receber. O dom da vida que recebemos de Deus é o mais precioso que temos... Por isso devemos ter bom ânimo, mesmo quando as coisas parecem não ir tão bem. Como fazer isso? Simples, basta lembrar que nossa esperança está em Deus: “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo e fortifique-se o teu coração; Espera, pois, pelo Senhor"(Salmo 27:14). 
Nosso Deus é fiel e justo e nunca nos abandonou, nem o fará. Muitas vezes permite que nós passemos por certas situações para que ‘vejamos além do que vemos’... Para que cresçamos como pessoas e como seus filhos. E devemos tranqüilizar nosso coração porque Deus está atento às nossas necessidades, e sempre suprirá aquilo que é necessário. Não é preciso desesperar, muito menos descrer nas promessas de nosso Pai Eterno. Confia em Deus, e o mais Ele fará... Ótima semana, obrigado pelos emails e mensagens, a gente se fala...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Exposição virtual...


Algum tempo atrás recebi um e-mail de um colega de trabalho com o seguinte assunto: explica, mas não justifica... Neste email o conteúdo era um arquivo, uma apresentação virtual, tipo PowerPoint, que circula na rede mundial, e no qual existem fotos daquela jovem assassinada na tragédia em Santo André, Eloah Pimentel, e provavelmente algumas de suas amigas, em fotos e situações provocantes. Aquilo me chocou, mas ao mesmo tempo veio de encontro ao que os repórteres que cobriam o caso durante o seqüestro comentavam que a mesma gostava de tirar e publicar fotos e participar de um suposto “Bonde das Glamurosas”, com outras belas e destacadas garotas de sua cidade.
Ao ver aquelas fotos da bela e saudável garota de 15 anos, se expondo daquela forma deplorável, tão objeto, eu que sou pai de duas lindas filhas, senti um aperto no coração como se Eloah fosse minha filha. Essa maneira como nossos jovens vêm utilizando a ótima ferramenta que é a internet para ao invés de buscar informação e formação, se expor, sua privacidade, sua intimidade, seu “lado B”, precisa ser, se não criticada ou condenada, mas pelo menos melhor analisada e avaliada por pais, amigos, educadores, e a sociedade em si.
Não sou contra aproveitar a vida, viver a vida intensamente, na plenitude que Deus nos permite. Fui jovem, ainda sou de certa forma, pois a idade está na maneira de pensar e não na certidão de nascimento, adoro navegar na rede, e sou um defensor frente aos meus colegas educadores quando o assunto gira em torno do uso da internet. Na minha maneira de ver, usa para o bem ou para o mal quem quiser, porque faltam legislação e regulamentação, fazendo assim da rede mundial uma espécie de “território sem lei”, onde cada um pode tudo, mas faz quem quer. Ninguém é obrigado a acessar pornografia, ao invés de viajar virtualmente por um museu ou biblioteca virtual. Ninguém é forçado a trocar mensagens pedófilas com crianças e adultos, ao invés de baixar bons livros que estão disponíveis para download. Ninguém expõe sua vida privada através de fotos sensuais contra a vontade ao invés de ler as edições on-line dos principais jornais e revistas, nacionais e internacionais. É uma questão de livre arbítrio, de fazer aquilo que você quer, porém muitas vezes sofrer ou fazer com que sofram as conseqüências desta sua superexposição.
Cabe a nós, pais, familiares, amigos, professores, tomar a nossa parte de responsabilidade na formação de nossos meninos e meninas, alertando, e não proibindo, porque se você quiser jogar praticamente uma pessoa de encontro a algo que você não deseja é proibi-la desta, é o mesmo que enviá-la com passagem paga a este destino. Quando ensino minha filha, aconselho meu amigo, oriento meu aluno, a respeito da internet e de outras situações que estes meninos enfrentam todos os dias neste mundo moderno e globalizado, além de expressar meu amor fraterno pelo meu próximo, faço minha parte frente aquele velho chavão de que “juntos podemos construir um mundo melhor”. Sim, podemos, mas com atitude. Chega de blá, blá, blá, e lero lero. Quantas Eloahs, quantos Lindenbergs, e outros tantos jovens anônimos que passam por situações parecidas e nem ficamos sabendo, serão preciso estragar suas vidas para que a sociedade sinta um soco na boca do estômago e saia da zona de conforto. Conforto? Sim, conforto, amigo leitor do nosso Blog Papo Virtual, porque é mais fácil para especialistas execrar cada uma das pessoas envolvidas levando em consideração o passado do pai, a família problemática em que cada um destes jovens foi criado, do que apontar uma solução. 
Que possamos ser mais amigos e companheiros de nossos jovens, orientadores, e se preciso de atitude firme, para que estes possam um dia agradecer aos seus pais como hoje eu agradeço aos meus pelos ensinamentos, pelos valores deles e de minha família, e até mesmo pelos “nãos” que um dia escutei deles. A gente se fala...