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Sou casado, pai, cristão, membro e Presbítero da IPB de Cambui, no sul de Minas Gerais. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Educação, dura missão...

            Uma das questões mais importantes em todos os âmbitos da eleição deste ano, pelo menos deveria ter sido, é com relação à educação. A dura missão do educador e o papel que este possui no mundo atual devem ser debatidos.
Em pleno ano de 2010, ainda guardo comigo um conceito que aprendi na infância: ...sem educação ninguém chega a lugar algum... nenhuma nação, nenhum estado pode pensar em progresso sem ter como um de seus pilares a educação... 
            Mas como falar em educação sem citar um de seus principais atores: o Professor, ou Educador, ou Ser Ensinante como também é chamado nos tempos modernos.
Se existe uma classe profissional que enfrenta dificuldades e sempre enfrentou ao longo do tempo, independente dos avanços da tecnologia ou da ciência, esta classe é a do educador.
            No tempo da minha avó, de nossos pais, o educador era responsável apenas pela formação intelectual do aluno. Fazer com que o mesmo fosse capaz de enfrentar uma prova, um teste, onde através do qual seria medido seu conhecimento e sua aprendizagem.
Hoje, além de ser mediador do conhecimento, o professor também precisa se preparar para novas funções como ser flexível, receptivo e crítico, inovar e pesquisar conhecimentos e novos caminhos que favoreçam a aprendizagem, trabalhar em equipe junto à comunidade educativa, ter sensibilidade para auto avaliar-se tendo como base o desempenho dos alunos, ser referencial de comportamentos ético e cívico, e zelar pelo cumprimento do seu trabalho, visando a qualidade de suas ações nas dimensões técnicas, humanas e políticas. Ufa...! Tudo isso, mas com pouco investimento e pouca estrutura.
            Depois de divagar sobre nossos deveres, eu pergunto: dá para cobrar isso de verdade de um professor no Brasil? Dá para esperar rendimento de um profissional que muita vezes, para ter um salário digno, precisa trabalhar nos três períodos? A minha resposta é simples: SIM, é possível...BASTA MUDAR O FOCO.
            Você deve estar pensando:...ele detona a categoria e depois diz que sim, que temos que vencer estes desafios, sem estrutura nenhuma?...  Diante da complexa realidade educacional de nosso País e no contexto da educação para o próximo século, eu penso que a solução é focar o nosso empenho e trabalho não mais no fracasso escolar e nas fraquezas que o processo apresenta, mas sim naquilo que nos traz alguma esperança: a educação em sua essência.
Tenho um primo, professor da Faculdade de Medicina, que já me dizia que uma vez que você prova do gosto da docência, do gosto de atuar como professor, nunca mais consegue largar. Eu costumo dizer em palestras e eventos dos quais eu participo, que o mundo é um grande palco onde cada qual dá o seu show, atua no papel que mais lhe atrai, ou mais lhe convém no caso dos políticos. A sala de aula é o meu palco preferido; ali sou ator, sou palhaço, sou psicólogo, sou cantor, sou um pouco de tudo, em busca da aprendizagem ideal do ser aprendente com que lidamos.
Sei que os dados não são animadores. Basta observarmos os índices internacionais e as posições que o Brasil ocupa em relação a eles, mas, independentemente disso, é preciso acreditar, sonhar, buscar, amar muito os alunos e nosso trabalho, e realizar mais e melhor em cada escola, em cada prática, em cada um de nós, com a sabedoria que vem somente de Deus. Espero que, independentemente de partido ou ideologia, os governantes que serão eleitos neste ano, olhem com carinho para a educação e lembrem-se daquela velha máxima: ... se um dia eles chegaram onde chegaram, é porque tiveram a atenção e o carinho da figura do mestre, e passaram pela escola... A gente se fala...

Um comentário:

  1. Para educar, muito mais que salarios altos, é preciso amar.
    A profissão de educador,ao meu ver, é a mais nobre. Porque ele é um dos maiores formadores de opinião que conhecemos. É a partir dos educadores que vemos nascer o amanha.
    Aos Educadores, só tenho um pedido a fazer: que além de ensinarem a ler, escrever, desenvolver sensos citricos, que também ensimem o desenvolvimento do SER humano, do SER gente.

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