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Sou casado, pai, cristão, membro e Presbítero da IPB de Cambui, no sul de Minas Gerais. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Calor, chuvas, dengue, MORTE...


Estamos no final do mês de novembro, aquele “calorzinho” bom, verão à vista, praia, piscina, cachoeira, pescaria, clube, e no fim da tarde, ou da noite, aquela chuva para “refrescar”... E com as chuvas está de volta o pesadelo da dengue. A famigerada doença e seu agente, os mosquitos, estão de volta, e os governos em todas as instâncias estão engajados em colocar em prática campanhas que em conjunto com a população venham a minimizar os estragos que a mesma causa em nosso país todos os anos.
O principal trabalho que precisa ser realizado é o de conscientização da população, principalmente a de baixa renda, não porque estes não tenham capacidade de atuar, mas porque em muitas situações estes são colocados de lado, deixados à margem da sociedade, sem recursos para poder realizar a sua parte. Não posso cobrar do cidadão que tome os cuidados com vasilhas no seu quintal, se na esquina da rua de sua casa encontramos esgoto a céu aberto.
A dengue é classificada, acredite, como uma virose, ou seja, uma enfermidade causada por vírus, que é transmitido para uma pessoa saudável não através do ar ou de contato físico, mas através da picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes Aegypti. A dengue pode se manifestar de duas maneiras: a dengue clássica e a dengue hemorrágica. Os sintomas da dengue clássica são mais leves como febre alta, dores de cabeça, nas costas e na região atrás dos olhos. A febre começa a baixar a partir do quinto dia e os sintomas a desaparecer, a partir do décimo dia. Dificilmente ocorrem complicações, porém alguns doentes podem apresentar quadros de sangramentos leves na boca e também no nariz. Já a Dengue hemorrágica ocorre quando uma pessoa pega a doença por uma segunda vez, e neste caso a enfermidade apresenta-se de forma mais grave. No início os sintomas são semelhantes a do tipo mais comum, porém, a partir do quinto dia, alguns doentes podem apresentar sangramentos em vários órgãos do corpo e choque circulatório. Também pode ocorrer vômito, tontura, dificuldades de respiração, dores abdominais fortes e contínuas e presença de sangue nas fezes. Não acontecendo um acompanhamento médico e tratamento adequado, a pessoa doente pode falecer, o que infelizmente vem se repetindo no Brasil.
A dengue faz um número maior de vítimas no verão, pois o mosquito transmissor encontra excelentes condições de reprodução devido às temperaturas altas e a grande quantidade de chuvas que aumentam e melhoram o habitat ideal para a reprodução do mosquito, a água parada. Latas jogadas, pneus velhos, vasos de plantas sem areia na sua base, caixas d’água destampadas e outros locais assim são usados pela fêmea do mosquito para depositar seus ovos. Para que eles cumpram o “mandato santo” de crescer e se multiplicar, o mosquito precisa se alimentar e seu prato predileto é o sangue humano. Como não existem formas de acabar totalmente com o mosquito, a única maneira de combater a doença é por fim aos locais onde a fêmea tenha chance de reproduzir.
No caso da dengue clássica, não há um tratamento específico. Os sintomas são tratados e recomenda-se descanso e alimentação baseada em frutas, legumes e líquidos. As pessoas doentes não podem tomar analgésicos ou anti-térmicos como aspirina, ASS, pois estes favorecem o surgimento e desenvolvimento de hemorragias no organismo. Para o paciente que apresenta dengue hemorrágica deve haver um rigoroso acompanhamento médico em função dos possíveis casos de agravamento, com perdas de sangue e até mesmo choque circulatório. Outro dado alarmante e que demonstra a importância da campanha de combate é que o ovo deste mosquito pode permanecer vivo em um ambiente seco por quase um ano. Se neste período ele entrar em contato com água, poderá nascer uma larva e, logo em seguida, o mosquito. A dengue não passa de pessoa para pessoa, nem mesmo através de frutas, legumes, outros alimentos ingeridos ou uso de objetos em comum, mas somente pela picada do mosquito Aedes Aegypti fêmea. 
Por isso meu amigo leitor do Blog Papo Virtual, chega de “dengo”, mãos a obra e vamos acabar com a boa vida desse mosquito, e dar um basta pra dengue. A gente se fala...

Um comentário:

  1. Evitar a proliferação da dengue depende de cada um de nós. Além de cuidar da sua casa, falar com seus vizinhos, manter contato com sua prefeitura sobre focos da doença, você pode utilizar esse espaço para conscientização.
    Seja parceiro do Ministério da Saúde na mobilização contra o mosquito da Dengue. Divulgue em seu blog nosso material. Entre em contato com comunicacao@saude.gov.br e solicite o selo, participe da campanha.
    Saiba mais: http://bit.ly/bMMVKT
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