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Sou casado, pai, cristão protestante. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Guerra ou paz, qual você faz?

Pois é, amigos leitores do Blog Papo Virtual. Mais uma vez nos aproximamos da data de 11 de Setembro, e com isso começa aquele festival de cerimônias, lembranças, especiais na TV, documentários ‘mil’, tudo recordando os atentados terroristas ocorridos em 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, com a morte de tantas pessoas inocentes, em nome da ‘Jihad’, ou guerra santa, como preferir.
Naqueles dias que se sucederam, muito foi dito que a ira dos povos do Oriente Médio foi atraída por conta de uma falta de habilidade na política externa do Governo BUSH e também na falta de respeito com a soberania de outras nações, ainda que estas estivessem a cometer atos não condizentes ou aceitáveis, principalmente para nós cristãos, em relação aquilo que acreditamos e seguimos.
Doze anos depois, parece que os norte-americanos não compreenderam certas coisas, muito menos aprenderam a lição com seus próprios erros. As vésperas de outro aniversário do 11/09, o mundo vive a expectativa de outro conflito, mais um ataque armado dos americanos, desta vez contra a Síria, calçados com o argumento de que o Governo do Presidente Sírio Bashar Al-assad vem oprimindo, castigando e matando seus opositores locais com atos de covardia, tortura e até mesmo com a utilização de armas químicas.
Confesso que quando o Presidente Barack Obama foi eleito, com todo seu carisma, boa oratória e a questão racial a flor da pele, por ser o primeiro Presidente negro na história dos Estados Unidos, e até mesmo por ter um nome mais próximo daqueles utilizados nas regiões do Oriente Médio, imaginei que finalmente veríamos os americanos mais preocupados com seus problemas internos, respeitando mais os outros países e regiões do planeta que pensam e agem diferentemente deles, e principalmente como maior nação cristã (protestante), respeitando os ensinamentos e a vontade de nosso Deus.
Porém, não foi isso que vimos... A mídia vem mostrando nas últimas semanas e meses que as lições do 11/09 de 2001 parecem ter ficado no passado, distantes, e que os interesses, quaisquer que sejam eles, dos americanos, estão acima de qualquer valor social, humano ou cristão.
Se não bastasse o clima de guerra, com apelos pela negociação e diplomacia por todo o mundo, e também algumas ameaças de outros líderes mundiais, como os da Rússia e China, que também possuem interesses de que NÃO aconteça o tal conflito armado na Síria, os noticiários seguem recheados de denúncias das espionagens praticadas pelo governo americano, em prol de informações privilegiadas que favoreçam suas empresas, e que exponham a segurança de governos e suas cúpulas em vários países e diversas regiões do planeta.
A pergunta que eu faço é a seguinte, caros leitores: até quando os norte-americanos continuarão a brincar de donos do mundo? Até quando eles continuarão acreditando que uma ação armada é mais eficaz do que o diálogo e a diplomacia? Até quando continuarão desrespeitando a soberania de outras nações e violando os tratados do mundo moderno? E PRINCIPALMENTE, ATÉ QUANDO SEGUIRÃO REALIZANDO SUA PRÓPRIA VONTADE E DESEJO, AO INVÉS DE BUSCAR AQUILO QUE DEUS QUER QUE SEJA FEITO OU NÃO?
É fato que todos os grandes impérios que já existiram em nosso mundo, tiveram seus tempos de glória e domínio, mas também sua queda. A queda do domínio norte-americano é algo anunciado pelos estudiosos e analistas, e muitos deles dizem que é uma questão de tempo.
Mas o ponto que eu gostaria de me ater é em relação ao modo como esta nação vem lidando com Deus, que tanto abençoou e fez com que eles prosperassem. O afastamento em relação aos valores cristãos, aos ensinamentos bíblicos, de uma pátria que 'tem' como lema “In GOD we trust”, trouxeram, e podem trazer ainda mais, tristeza, dificuldades, destruição, sofrimento.
É verdade sim que o nosso Deus é um Deus de guerra, que nos lidera na batalha contra o inimigo, como vemos desde o Velho Testamento, mas também é um Deus amoroso, que apascenta as contendas, e que quando viu que seu povo se afastava e virava as costas para seus ensinamentos, cometendo todo tipo de atos e concupiscências, permitiu que este povo ficasse cativo, e que perdesse batalhas, sofresse, para que pudesse cair em si aprendendo a lição devida.
Meu pedido a Deus é para que não haja guerra, para que não aconteça este anunciado conflito armado, até porque seria um conflito tecnológico, com drones e mísseis teleguiados contra forças militares ou mesmo civis inocentes e despreparados, e que na ânsia de responder de alguma forma, com certeza usarão armamentos e táticas inapropriadas, que trarão a morte de mais inocentes.
Senhor Deus, que o diálogo com os líderes daquela nação, a Síria, seja uma possibilidade, e que eles possam se render a argumentos e não a bombardeios, e que apenas a paz seja o motivo para esta situação, e não interesses econômicos ou outros daqueles que se dizem mensageiros da paz. Senhor, abre os olhos dos líderes norte-americanos, na figura do Presidente Barack Obama, para que esta nação possa voltar a se inclinar perante a Sua autoridade, e cumprir a Sua vontade.
Aguardemos os fatos, coloquemos nas mãos de Deus e seja feita a Sua perfeita vontade. A gente se fala...

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Que tipo de filho é você?

Dia dos Pais se aproximando, o apelo da mídia voltado apenas para presentes e comilanças, e eu aqui pensando como abordar a importância desta data de uma maneira menos piegas e mais sensata.
Então me deparo com o texto de Lucas 15.11-32, a conhecidíssima passagem da Bíblia que apresenta a parábola do filho pródigo, e decido abordar o tema do ponto de vista de nossas atitudes e escolhas como filhos, seja do Pai Eterno, ou de nossos pais terrenos.
Amor de pai (e de mãe) é incondicional. Eles nos amam, muito, e pronto. Isso não muda. Porém nós, filhos, muitas vezes agimos de maneira inconveniente, não respeitamos os sentimentos de nossos pais, suas experiências, seus esforços, seu amor, e assumimos certos riscos e certas posturas que com certeza os entristece, em nome da liberdade ou de uma fase de nossas vidas.
Ao relembrar a parábola do filho pródigo, aquela em que o filho mais novo, querendo “curtir a vida adoidado”, solicita ao seu pai, dono de muitas posses, que lhe entregue sua parte da herança ainda em vida, me vem a cabeça a atitude dos dois filhos daquele homem, o mais novo que debandou e o mais velho que ficou, amargo e calado, na casa do pai.
Aquele senhor, possivelmente triste com a falta de sabedoria do filho mais moço, com o desejo deste em partir para terras distantes e aproveitar os deleites dos bens materiais e das coisas vãs, ainda assim não relutou e realizou seu desejo, sua vontade, vendendo parte dos bens e concedendo a parte cabível àquele filho para que ele pudesse partir.
Este filho então, ajunta suas coisas, e parte para este “mundão véio sem porteira”, em busca de fantasias, curtições, e aproveita estes momentos de felicidade momentânea e passageira, até que seu dinheiro acaba, e por se tratar de um tempo difícil e de crise econômica naquelas terras, este vem a passar por grande necessidade e fome.
Enquanto isso, o outro filho, mais velho, continua na labuta diária, trabalhando nas propriedades do pai, cuidando de seus negócios, suando a camisa, e possivelmente ainda amargo porque o irmão estava a curtir a vida por aí com a grana do pai.
Em um dado momento, o filho mais moço, percebe o tamanho da provação e dificuldade que estava passando, tendo que se alimentar inclusive com a ração que era servida aos porcos, isto tudo por conta de suas próprias escolhas. Ele então cai na real, cai em si, e lembra que se não tivesse realizado aquelas péssimas escolhas, ainda poderia estar na casa de seu pai, passando muito bem, pois lá até mesmo os empregados podiam se fartar com pratos deliciosos, e usar boas vestimentas. Então ele decide: É HORA DE VOLTAR E PEDIR PERDÃO A MEU PAI, E VER SE ELE ME DEIXA FICAR NUM CANTINHO, NEM QUE SEJA COMO SE FOSSE UM EMPREGADO.
Os dias se passavam na mesma “rotina” normal para o outro filho, mais velho: acordar, trabalhar, cuidar dos negócios do pai, alimentar-se fartamente nos horários, e outras atividades diárias como qualquer um de nós que leva a vida regrada e organizada.
Então, um belo dia, aquele pai, a olhar para o horizonte, na “porteira” de sua propriedade, avista um jovem distante, bem magro, de cabeça baixa, vindo em sua direção, e como só um pai (ou mãe) pode fazer, reconhece aquele filho mais novo que um dia partiu, e andando o mais rápido possível que sua idade e saúde permitem, vai à direção daquele jovem não tão jovem mais, um adulto, amadurecido físico, mental e emocionalmente pelo sofrimento e cabeçadas dadas. Ele abraça seu filho como se tivesse resgatado-o da morte. Que alegria daquele homem, ver um filho que pensou nunca mais encontrar, ali na sua frente, são e salvo, pedindo seu perdão e que fosse tratado pelo menos como os empregados eram tratados.
Mas o pai, este nem escutou, mandou os empregados saírem correndo e providenciarem roupas, anel, sandália, tudo do bom e do melhor, porque aquele filho que ele pensava estar morto retornou. Uma festa com comida e bebida e música e dança também foi organizada pelo velho homem. Familiares e amigos passaram o dia e a noite a regozijar a volta daquele jovem e a alegria do velho homem.
Eis que no final da tarde, o outro filho, mais velho, retorna do trabalho e ao aproximar de sua casa, ouve música, risos, vê aquela movimentação fora do normal, e segue até a porta e pergunta a um dos empregados o que estava acontecendo. Este responde que aquilo era para comemorar o retorno de seu irmão que havia voltado de outras terras e reconciliado com o pai.
Com certeza a amargura de dias, meses, anos, concentrada naquele filho, afloraram e vieram à tona como lava de vulcão. O pai, sábio, conhecedor do comportamento e do gênio dos filhos, saiu e foi atrás dizendo para que ele entrasse e participasse da festa de retorno do irmão. Mas a amargura a este ponto era intensa, irreversível, e ele se voltou contra o pai acusando-o de nunca ter lhe dado nada, nem um pequeno animal para assar com os amigos, sendo que ele tinha sido responsável e ficado ao lado do pai trabalhando e cuidando das coisas.
E o pai lança uma resposta que deixaria o filho sem palavras... VOCÊ ESTAVA COMIGO SEMPRE E TUDO QUE É MEU É SEU, MAS ERA NECESSÁRIO E JUSTO COMEMORAR A VOLTA DESTE SEU IRMÃO QUE ESTAVA MORTO E REVIVEU, ESTAVA PERDIDO E FOI ACHADO.
A pergunta que fica é a seguinte: que tipo de filho você tem sido? Que tipo de filho eu tenho sido? Aquele que aprende por amor ou pela dor? Aquele que escuta a voz dos mais experientes ou aquele que segue seus instintos? Aquele amargurado pelo que gostaria de ter ou agradecido pelo que possui?
Nesse dia dos pais, mais do que um presente ou um almoço ou jantar especial, dê amor ao seu pai e demonstre gratidão por tudo que ele já fez por você. E falando especificamente em relação ao nosso Pai Eterno, cultive um relacionamento com Aquele que deu a maior prova de amor já vista, enviando seu filho único para morrer por você, por mim, nos possibilitando uma nova chance através da cruz de Cristo.
Feliz dia dos pais a todos os papais leitores deste blog, em especial ao meu pai. Ótima semana, a gente se fala...