Quem sou eu

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Sou casado, pai, cristão protestante. Formado em Pedagogia pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS, em Pouso Alegre, Pós-Graduado em Psicopedagogia Institucional pela Faculdade de Administração e Informática - FAI, em Santa Rita do Sapucaí, e Especializado em Políticas Públicas pela UFSC, em Florianópolis.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Exposição virtual...


Algum tempo atrás recebi um e-mail de um colega de trabalho com o seguinte assunto: explica, mas não justifica... Neste email o conteúdo era um arquivo, uma apresentação virtual, tipo PowerPoint, que circula na rede mundial, e no qual existem fotos daquela jovem assassinada na tragédia em Santo André, Eloah Pimentel, e provavelmente algumas de suas amigas, em fotos e situações provocantes. Aquilo me chocou, mas ao mesmo tempo veio de encontro ao que os repórteres que cobriam o caso durante o seqüestro comentavam que a mesma gostava de tirar e publicar fotos e participar de um suposto “Bonde das Glamurosas”, com outras belas e destacadas garotas de sua cidade.
Ao ver aquelas fotos da bela e saudável garota de 15 anos, se expondo daquela forma deplorável, tão objeto, eu que sou pai de duas lindas filhas, senti um aperto no coração como se Eloah fosse minha filha. Essa maneira como nossos jovens vêm utilizando a ótima ferramenta que é a internet para ao invés de buscar informação e formação, se expor, sua privacidade, sua intimidade, seu “lado B”, precisa ser, se não criticada ou condenada, mas pelo menos melhor analisada e avaliada por pais, amigos, educadores, e a sociedade em si.
Não sou contra aproveitar a vida, viver a vida intensamente, na plenitude que Deus nos permite. Fui jovem, ainda sou de certa forma, pois a idade está na maneira de pensar e não na certidão de nascimento, adoro navegar na rede, e sou um defensor frente aos meus colegas educadores quando o assunto gira em torno do uso da internet. Na minha maneira de ver, usa para o bem ou para o mal quem quiser, porque faltam legislação e regulamentação, fazendo assim da rede mundial uma espécie de “território sem lei”, onde cada um pode tudo, mas faz quem quer. Ninguém é obrigado a acessar pornografia, ao invés de viajar virtualmente por um museu ou biblioteca virtual. Ninguém é forçado a trocar mensagens pedófilas com crianças e adultos, ao invés de baixar bons livros que estão disponíveis para download. Ninguém expõe sua vida privada através de fotos sensuais contra a vontade ao invés de ler as edições on-line dos principais jornais e revistas, nacionais e internacionais. É uma questão de livre arbítrio, de fazer aquilo que você quer, porém muitas vezes sofrer ou fazer com que sofram as conseqüências desta sua superexposição.
Cabe a nós, pais, familiares, amigos, professores, tomar a nossa parte de responsabilidade na formação de nossos meninos e meninas, alertando, e não proibindo, porque se você quiser jogar praticamente uma pessoa de encontro a algo que você não deseja é proibi-la desta, é o mesmo que enviá-la com passagem paga a este destino. Quando ensino minha filha, aconselho meu amigo, oriento meu aluno, a respeito da internet e de outras situações que estes meninos enfrentam todos os dias neste mundo moderno e globalizado, além de expressar meu amor fraterno pelo meu próximo, faço minha parte frente aquele velho chavão de que “juntos podemos construir um mundo melhor”. Sim, podemos, mas com atitude. Chega de blá, blá, blá, e lero lero. Quantas Eloahs, quantos Lindenbergs, e outros tantos jovens anônimos que passam por situações parecidas e nem ficamos sabendo, serão preciso estragar suas vidas para que a sociedade sinta um soco na boca do estômago e saia da zona de conforto. Conforto? Sim, conforto, amigo leitor do nosso Blog Papo Virtual, porque é mais fácil para especialistas execrar cada uma das pessoas envolvidas levando em consideração o passado do pai, a família problemática em que cada um destes jovens foi criado, do que apontar uma solução. 
Que possamos ser mais amigos e companheiros de nossos jovens, orientadores, e se preciso de atitude firme, para que estes possam um dia agradecer aos seus pais como hoje eu agradeço aos meus pelos ensinamentos, pelos valores deles e de minha família, e até mesmo pelos “nãos” que um dia escutei deles. A gente se fala...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Por que é tão difícil?

É muito bom estar de volta ao nosso Blog Papo Virtual, poder compartilhar pensamentos, sentimentos, com vocês nossos leitores. Passei por uns problemas de saúde que me afastaram do computador e da escrita alguns dias, mas estamos de volta, agradecendo a Deus pelas vitórias diárias e pelo apoio e carinho dos amigos. E ao meditar sobre o tema que escreveria esta semana, me lembrei de uma conversa com amigos e colegas de trabalho, e quando fui argüido sobre minha fé, meu trabalho na igreja na qual sou membro, minhas convicções a respeito de Jesus e o quanto Ele significa na minha vida. Após expor minha opinião e aquilo que fala ao meu coração, contei um pouco do trabalho que desenvolvo na Escola Bíblica Dominical, e também de outras ações que participo em nossa igreja, ouvi a colocação dos demais colegas, porém um detalhe me chamou atenção: como as pessoas lutam, relutam, dificultam para entender o simples.
Algumas pessoas tentam relacionar a fé com história, com a cultura, até com o misticismo, menos com aquilo que ela representa: fé, apenas isso. A fé implica em uma disposição de alma para confiar em alguém ou algo, e a fé cristã é a confiança em Cristo, pela qual se realiza a união com o Seu Espírito, havendo a vontade de viver a vida semelhante à d’Ele. Não é uma aceitação cega e desvairada como alguns pensam e colocam, como se a fé e tudo que a cerca fosse um ópio para a sociedade, mas um sentimento baseado na vida de Cristo, Sua obra, Seu Poder e Sua Palavra. Uma das mais simples definições de fé que já me falaram é que fé é uma confiança que nasce do coração.
E é isso que desejo trazer para o nosso papo virtual aqui no blog. Você tem fé? Em que? Em quem? Você tem sede de que? Você tem fome de que? Esse sentimento é genuíno? Vem do coração?
A bíblia é o livro número ‘1’ daqueles que aceitam, acreditam e crêem em Jesus Cristo, Filho do Deus vivo. Nela nós encontramos histórias sim, algumas estórias também, narrativas de fatos que se passaram há muitos anos atrás. Verso e prosa escritos por homens, servos fiéis a Deus, Profetas, ou mesmo alguns que estiveram pessoalmente com Jesus. Mas apesar de ser escrita através de homens como eu e você, ela foi inspirada por Deus. Não é um livro de auto-ajuda. Se nosso Deus não quisesse que soubéssemos de Seu plano eterno para nossas vidas e Seu amor intenso pelo homem, podem ter certeza que não existiria tal livro. Seu propósito é de nos informar e formar sobre a vida cristã, valores e exemplos. Algumas pessoas dizem que a bíblia como qualquer outro livro tem discrepâncias da realidade por conta dos devaneios dos autores, comparando com livros de romance ou ficção. Mas não amigos, ela é a essência do coração de Deus para o nosso. Costumo dizer às pessoas que, pra mim, a bíblia é o livro que conta a mais bela história de amor. O amor de Deus pelo homem que foi criado a sua imagem e semelhança, mas que insiste em fazer tudo errado e fugir desse amor.
O mais impressionante na atitude de algumas pessoas é que elas às vezes passam a vida toda tentando provar que a bíblia não é o que dizem, que Jesus foi apenas mais um pensador importante que passou por aqui e que Deus é um ser superior, algo muito distante da realidade e de nós. Buscam na ciência a explicação para sustentar seu ceticismo quanto a fé cristã. Chegam a comparar as religiões e crenças que existem no mundo como se todas fossem iguais.
Um cristão, ou seja, aquele que tem fé em Cristo não é aquele que meramente professa esta fé e tenta seguir seus ensinamentos, e sim aquele que experimentou uma regeneração espiritual sobrenatural, mística, e em quem o Espírito Santo literalmente reside. Essa transformação espiritual é então validada na vida do cristão por meio de um processo durante toda a vida, de tornar-se semelhante a Jesus Cristo. É preciso entender que muitos fatos narrados na escritura sagrada não existem provas palpáveis porque Deus propositalmente quer que entendamos isso, aceitemos a carreira cristã pelo que ela significa. Se tivéssemos provas históricas, materiais, científicas, de tudo que representa a fé, pastores e padres talvez não fossem necessários e não exercessem seu papel na história da igreja. 
Eu espero em Deus que Ele ilumine sua vida, que permita que sua mente e principalmente seu coração se abram para uma realidade pautada em uma vida de fé genuína em Deus. Ótima semana, a gente se fala...